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PROCESSO SELETIVO PARA ARTE-EDUCADORES
SP Escola de Teatro abre inscrições para professores
Até o dia 17 de novembro, estão abertas as inscrições para o processo seletivo de professores da São Paulo Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do. Os interessados devem entregar um currículo das 10h às 16h, na sede provisória da Escola, situada na Avenida Rangel Pestana, 2401, Brás, São Paulo, Capital. Mais informações pelos telefones (11) 2292-8143 e 2292-7988 e pelo site www.assaoc.org.br (em processo seletivo). A São Paulo Escola de Teatro nasce com o objetivo de formar profissionais técnicos e especializados nas artes cênicas. A instituição foi idealizada pelo Governador José Serra, que reuniu um coletivo de artistas para pensar uma escola pública, gratuita e de formação técnica. A Escola de Teatro funcionará inicialmente na Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, no bairro do Brás, e oferecerá oito cursos regulares, com carga horária mensal de 96 horas, que abrangem o amplo espectro do fazer teatral: iluminação, técnicas de palco e cenografia, atuação, direção, humor, sonoplastia, e dramaturgia. Os cursos são dirigidos a jovens maiores de 18 anos (com 2º grau completo) e artistas que buscam aperfeiçoar seus conhecimentos na área do teatro. Serão abertas 1.200 vagas, ao ano, sendo 200 para alunos regulares e as demais para alunos dos cursos de difusão cultural. O início das inscrições para alunos está previsto para começar em 26 de novembro. Inscrições para professores da São Paulo Escola de Teatro Início: 26 de outubro Término: 17 de novembro Local e Horário: SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco Avenida Rangel Pestana, 2.401- Brás São Paulo/SP Fone: (11) 2292-8143/2292-7988 HORÁRIO: 10H ÀS 16H
Escrito por Sated Maranhão às 10h47
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11/10/2009 - 10:05 


Escrito por Sated Maranhão às 20h22
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do blog do guzik: os.dias.e.as.horas.zip.net
castle e a interpretação para câmera
ontem tive uma fascinante conversa com o ator, diretor e preparador de atores robert castle, norte-americano que mora em nova york, onde criou e dirige o international theatre ny. castle foi aluno de lee strasberg, o lendário fundador do actors studio, e depois da morte do veterano mestre, seguiu seus estudos com uma das mais destacadas discípulas do grande professor, peggy fury, que morreu precocemente num acidente automobilístico. castle, que viaja muito pelo mundo, ministrando oficinas de atores, tem uma personalidade interessantíssima. é muito acessível, não posa de estrela, não é mascarado. mas fala com muita segurança sobre seu trabalho e seu ofício. conhece a fundo o processo de trabalho proposto para atores por stanislávski e as alterações processadas nele por strasberg e seus colaboradores do actors studio. ao falar com ele, fica claro que para castle a grande arena do ator é o palco. nele o intérprete está em seu elemento. mas o mais impressionante foi a opinião de castle sobre a atuação para cinema. segundo ele, se o ator tiver sido bem formado em uma escola de teatro, não há nada na atuação para a câmera que não possa ser aprendido por ele em duas ou três horas. segundo castle, tudo que o ator tem que ter, além de disciplina e concentração, é uma aguda consciência da marcação, do posicionamento do corpo em relação à filmadora. fiquei fascinado ao ver essa figura esguia, que aparenta menos do que seus 55 anos, bastos cabelos que vão grisalhando, gestos econômicos e elegantes, desmitificar de forma tão contundente o processo de atuação para câmera, ao redor do qual surgiram nos últimos anos no brasil dezenas e dezenas de workshops e oficinas. não se passa um dia sem que pipoquem na minha caixa de mensagens uns três ou quatro releases desses cursos, sempre ministrados por alguém que é diretor de elenco de alguma emissora ou por alguém que prepara atores em outra. pelo que entendi do discurso de castle, o ator tem que saber interpretar para o teatro. o cinema e a tevê são consequências desse aprendizado fundamental.
Escrito por Sated Maranhão às 12h58
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do blog do ivam cabral: terrasdecabral.zip.net
FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA
O Festival de Curitiba 2010 está com cadastros abertos para a Mostra Fringe. A 12ª edição do Fringe traz uma novidade importante. Os espaços culturais terão autonomia para agendar as peças, datas e horários, de acordo com o público e a linha teatral. O objetivo da organização do evento é reunir linhas conceituais e artísticas em determinados espaços, além de estabelecer condições para que a programação da mostra seja feita pela administração de cada teatro. Os espaços também poderão negociar diretamente com as companhias os percentuais de bilheteria e o número de apresentações. Os projetos podem ser cadastrados pelo site www.fringe.com.br até o dia 30 de novembro. A ideia é que cada teatro construa uma linha conceitual. Com isso, o Fringe busca facilitar a escolha do espetáculo por parte do público, ajudar as companhias a encontrarem suas plateias e também colaborar para a cobertura da imprensa. É uma característica que acontece no Festival de Edimburgo, na Escócia, por exemplo. Existem teatros que têm o perfil de comédia, outros de improviso, outros de experimentação de linguagem. Em 2009 a mostra Fringe trouxe 290 espetáculos a Curitiba e reuniu um público de 100 mil pessoas de todo país. O Festival de Curitiba está acontece de 16 a 28 de março de 2010.
Escrito por Sated Maranhão às 12h56
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Caros Parceiros e Parceiras, segue abaixo a programação do FESTIVAL BRASILEIRO DE TEATRO. Para quem é da rede estadual procurem a Ione para fazer agendamento. Para quem é do município procurem a secretaria de educação, que tem uma pessoa indicada para encaminhá-los. Não percam!!!!!! Festival de Teatro Brasileiro (FTB) - Cena Baiana, etapa Maranhão >Fique atento à programação e participe*. > >Dia 29/09/09 >"Redimunho" - Sla Nerine Lobão, bloco 06, último andar - UFMA. 18h. Classificação 16 anos >"Seu Bomfim" - Teatro João do Vale - 20h. Classificação 14 anos > >Dia 30/09/09 >"Seu Bomfim" - Teatro João do Vale - 20h. Classificação 14 anos > >Dia 01/10/09 >Áfricas - Teatro Arthur Azevedo - 15h. Classificação livre >"Cabaré da Raça - Teatro Arthur Azevedo - 20h30. Classificação 16 anos > >Dia 02/10/09 >"Áfricas" - Teatro Arthur Azevedo - 15h. Classificação livre >"Cabaré da Raça - Teatro Arthur Azevedo - 20h30. Classificação 16 anos > >Dia 03/10/09 >"Ópaí, Ó" - Teatro Arthur Azevedo -20h30. Classificação 16 anos > >Dia 04/10/09 >"Ópaí, Ó" - Teatro Arthur Azevedo -20h30. Classificação 16 anos > >Dia 06/10/08 >"Chuá" - Teatro Alcione Nazareth - 15h. Classificação 5 anos >"NOvela do Murro" - 20h30 - Teatro Alcione Nazareth. Classificação 14 anos > >Dia 07/10/09 >"Chuá" - Teatro Alcione Nazareth - 15h. Classificação 5 anos >"NOvela do Murro" - 20h30 - Teatro Alcione Nazareth. Classificação 14 anos > >Dia 08/10/09 >"Estrelas do Orinoco" -20h30 - Teatro Alcione Nazareth. Classificação 12 anos > >Dia 09/10/09 >"Estrelas do Orinoco" -20h30 - Teatro Alcione Nazareth. Classificação 12 anos > >Dia 10/10/09 >"R$ 1,99" -20h30 - Teatro João do Vale. Classificação 16 anos > >Dia 11/10/09 >"R$ 1,99" -20h30 - Teatro João do Vale. Classificação 16 anos > >Dia 10/10/09 >"R$ 1,99" -20h30 - Teatro João do Vale. Classificação 16 anos > >*Retirada de ingressos com uma hora de antecedência > >Programação mais detalhada www.selmasantos.com.br --
Tânia Cristina Costa Ribeiro Coordenadora Geral
Escrito por Sated Maranhão às 09h38
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Do blog do Ivam Cabral
SATYROS É UMA DAS EXCEÇÕES DE ZÉ CELSO
Oficina reecontra gênio de Cacilda Becker Crônica dos anos em que a atriz viveu no Rio, "Cacilda!!" chega hoje a São Paulo
Primeira parte de tetralogia sobre Cacilda estreou há 11 anos; Zé Celso descreve nova peça como "iniciação ao espírito libertário"
LUCAS NEVES DA REPORTAGEM LOCAL
Onze anos depois da marcante "Cacilda!", José Celso Martinez volta a matricular o jovem elenco do teatro Oficina na escola de artes cênicas. Livre arranjo da biografia e da carreira da atriz Cacilda Becker (1921-1949), "Cacilda!!" (assim mesmo, com duas exclamações), que estreia em São Paulo hoje, é, nas palavras do diretor, "uma aula de teatro brasileiro e de história do país". Segunda parte da prometida tetralogia sobre a intérprete, o espetáculo se concentra na temporada carioca dela, na primeira metade dos anos 40. Ali, realiza sua estreia profissional, no Teatro do Estudante, antes de passar pelas companhias de Dulcina de Morais e de Raul Roulien, celebrizado por uma breve carreira hollywoodiana como "latin lover". Também bate ponto no rádio (em plena era de "guerra" das cantoras), num escritório de contabilidade e no set do filme "Luz dos Meus Olhos" (1947). O pano de fundo é a agitação política do Estado Novo getulista e a invasão das praias e salões cariocas pelo "american way of life", representado em cena pelos crooners engomados e por personagens como Pato Donald e Zé Carioca. A estreia nacional de "Cacilda!!" aconteceu no mês passado, no Rio, e foi marcada por uma sucessão de problemas técnicos, "brancos" dos atores e várias entradas em cena de José Celso para instruir ou corrigir sua trupe. A peça durou 7h30. Para a temporada paulistana, o diretor promete cinco.
Sem rebolado José Celso, que escreveu a tetralogia durante uma internação hospitalar, no começo dos anos 90, descreve o espetáculo como "iniciação ao espírito libertário de Cacilda": "O Teatro Brasileiro de Comédia [companhia paulistana fundada em 48 que se tornou um modelo para o moderno teatro nacional] apagou o teatro anterior, de rebolado. Tinha embalagem, mas anulava o carisma do ator", avalia o diretor. Cacilda Becker, é bom lembrar, fez alguns de seus trabalhos mais notáveis no TBC, como "Pega Fogo" (1950). Para o diretor, a companhia fundada pelo italiano Franco Zampari legou "um teatro sério que é uma porcaria". "Falta improviso, charme e sensualidade ao teatro de hoje. Com a exceção das peças do Teatro da Vertigem, da [diretora] Cibele Forjaz e dos Satyros, não há performance. Nos grupos, sobrou um teatro cuecão de esquerda." Nem Fernanda Montenegro e Antunes Filho passam incólumes. "Ela fica numa área de teatro de costumes. Você presta atenção, mas não há mágica, transcendência. Não é estrela, diva. E o Antunes proíbe o carisma, impede a vida em cena." O diretor do Oficina, ao que parece, esqueceu-se da visão plural de Cacilda: "Todos os teatros são o meu teatro". ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR - CACILDA!!
Quando: estreia hoje; sáb. e dom., às 18h; até 22/11 Onde: teatro Oficina (r. Jaceguai, 520, Bela Vista, tel. 0/xx/11/3104-0678) Quanto: R$ 40 Classificação: 16 anos
FONTE: Folha de S.Paulo, 3 de Outubro de 2009.
Escrito por Sated Maranhão às 11h49
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notícias da redação
Vem aí a décima oitava satyrianas. O evento ocorrerá nos dias 31 de outubro, 1 e 2 de novembro na Praça Roosevelt. São 78 horas de teatro ininterrupto(www.satyros.uol.com.br). Espetáculos, performances, debates, palestras. Não percam o maior evoééé realizado no país.
Escrito por Sated Maranhão às 20h29
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NOTÍCIA DA REDAÇÃO
Matteo Bonfitto, autor do clássico contemporâneo O Ator Compositor, acaba de lançar nova obra, sua tese de doutorado, Cinestesia do Invisível.
Escrito por Sated Maranhão às 11h56
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Ainda desconfigurado!!!
como uma das principais atracoes do ano da Franca no Brasil o SESC SAO PAULO e o FESTIVAL PORTO ALEGRE EM CENA trazem ao Brasil a atriz francesa Isabelle Huppert, na montagem teatral Quartett, de Heiner Muller, com direcao de Robert Wilson. Teatro Paulo Autran, nos dias 12, 13, 15 e 16 de setembro, sabado, terca e quarta, 21h e domingo, 18h. Ingressos 30 reais e 15 reais meia entrada.
Escrito por Sated Maranhão às 12h20
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Desculpem o texto, mas e que o computador esta mais desconfigurado do que eu.
Estao abertas as inscricoes para o mestrado Cultura e Sociedade da UFMA. Entrem na pagina da instituicao, pois o periodo de inscricao sera breve.
Escrito por Sated Maranhão às 12h08
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ENCONTRO DA ABRACE
Dias 5 e 6 de novembro de 2009, ECA-USP, encontro da ABRACE, tendo, entre outros, como convidado, HANS THIES LEHMANN, AUTOR DE O TEATRO POS-DRAMATICO.
Escrito por Sated Maranhão às 17h18
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Nelson Rodrigues apresenta montagem de “O Falecido” de Antunes FilhoFolha de São Paulo, 15/07/2009 – 08h50 Antunes Filho apresenta montagem de “A Falecida”, de Nelson Rodrigues LUCAS NEVES da Folha de S.Paulo Prestes a completar 80 anos, o diretor Antunes Filho está farto daquilo que sabe sobre teatro. Para espantar o tédio, acelerou o tempo. Agora é DJ. Sério Lucas? Será que a gente viu a mesma peça? Ou, tipo, você teve que fazer essa pauta antes de ver o espetáculo – acontece, inclusive comigo, mas declarações assim são, como dizer, meio perigosas. Mas, é meio pesado dizer que o cara é DJ – tu não acha, não? Eu entendo de metáforas, sei o que você quis dizer, mas isso induz o consumidor a comprar um produto, no caso o ingresso, errado. Em “A Falecida Vapt-Vupt”, que faz três apresentações no Festival Internacional de São José do Rio Preto (SP) antes de iniciar temporada em São Paulo, ele sobrepõe camadas, tempos, espaços, como um disc-jóquei saído da pista para o palco. Patricia Stavis/Folha Imagem
Em nova montagem, diretor Antunes Filho rompe com o formalismoA intriga da peça de Nelson Rodrigues é simples: a dona de casa do subúrbio carioca Zulmira quer se despedir de uma vida de dissabores num enterro grã-fino, com crucifixo de cristal, caixão com alças de bronze, cavalos com penachos e tudo mais que houver. De tanto criar expectativa pelo próprio funeral, adoece de fato. Camadas, tempos, espaços… Vou ter que trabalhar com duas hipóteses. A hipótese um: tu fez o texto sem ter visto e acreditou no que o bom velhinho disse. A hipótese dois: tu precisa ir pra uma pista de dança com disc-jóquei de verdade, brother. Seria engraçado ver você dançando numa pista, Lucas. Por que vê só, na real o que Antunes fez foi o seguinte: colocou seis mesas servindo de cenário passivo pra linha de encenação central. Em cada mesa os atores faziam microações – uma mulher treinava pra ser modelo vivo; uns voinhos jogavam cartas; um casal descoladinho jogava dominó; um sujeito com cara de poeta ou de suicida escrevia o tempo todo. Não se estabeleceu nenhuma conexão entre as cenas, nem sobreposição. Nadica, pelo menos pra mim, tá? Luca, você falou aí que “a intriga da peça é simples”. Ok, acho que até dá pra dizer que a encenação também é. Um amigo meu, será que vocês se viram?, o Pu, usou uma expressão muito engraçada: a uniformização da voz de pato – logo o Pu que sempre pagou mó pau pro Antunes; sempre adorou a forma como os atores usam as mãos; o trato bem feitinho no palco. Tudo muito simples, tudo muito Antunes, pelo menos eu não vi nenhuma “ruptura com o formalismo” como sugere a legenda na foto. Aliás, na Folha é você quem faz a legenda? Sei que tem jornal que varia, que é o editor quem faz a legenda. Bom, se não foi você quem legendou teu texto, induziu o editor a escrever isso, da ruptura com o formalismo -mas, onde houve essa ruptura? Em que momento? Antunes e seu grupo Macunaíma retomam a história em alta voltagem. As cenas na casa da protagonista, no consultório médico a que ela vai e na funerária em que arquiteta o seu “grand-finale” se sucedem em ritmo vertiginoso. Não raro, há simultaneidade de ações: o fim de um diálogo acontece em paralelo ao começo de outro, em tempo-lugar distinto. Explica como deu essa tal simultaneidade de ações. Por que vê só: o negócio era tão respeitoso à linha formal, linear, do texto de Nelson, que os demais personagens das mesas, eram meros figurantes, meros enfeites – até a conversa deles era num tom baixo com o objetivo de não ’sujar’ a fala da linha de ação mestra. Não houve ’sujeira’, nem ’simultaneidade’, houve uma encenação reverente, marcada, com um andamento de uma ação só – certo que explorando os vários espaços do palco, sobretudo entre as mesas – mesmo que ignorando quem estava sentado nelas. A isso, o diretor acrescenta o ruído incessante de um bar, único cenário concreto da montagem (os outros são sugeridos), delimitado ao fundo por uma parede branca coberta de “pichações de banheiro”, como ele descreve. Que nem aqueles cantores de shopping cantando Djavan e atrapalhando o papo de quem tá lá pra tomar um chopp e conversar com os amigos, né? A inspiração são os retratos “secos, enxutos” do precursor da pop art, Andy Warhol (1928-1987). “Quero uma imagem dura, seca, árida, não mais aquela clássica, cheia de sombras, de aura. O barulho de fundo é para aturdir, tontear, manter uma atmosfera sufocante, mostrar como estamos zonzos”, diz. Querer, o senhor pode até ter querido, Antunes, mas não foi isso o que se viu em cena não. Na boa, o que tinha no palco era justamente o oposto do que o senhor quis; era a exacerbação do seu método; era o parnasianismo formal; era um ator como o Lee Thalor que se trancafiou dentro do seu método. E outra: o barulho de fundo, com um volume deliberadamente monocórdio, repetitivo, e, principalmente, abaixo do tom de voz dos personagens pode ser qualificado com vários outros adjetivos – aqui a gente não pode usar muito adjetivo na Bacante, mas se pudesse eu usaria um: ‘maçante’ – menos os que o senhor listou. 15 minutos de fama Antunes também recorre a Warhol para explicar a obsessão de Zulmira. “Quanto mais você é pisado, mais você sonha. Ela quer um momento de glória, os seus 15 minutos de fama. A esperança, a porra da esperança é tudo no homem, mesmo que seja para a morte.” Sim? Que tem a ver o Warhol com isso? É só pra citar? Só pra dar um tom meio moderninho ao troço? Onde tinha Warhol na personagem? Bom, se o Warhol tiver lá em ação interna fica duro de descobrir.
Mais até do que a pop art, Antunes bebe aqui na fonte da videoarte e da radicalização da ideia de tempo e espaço comprimidos, condensados. “De repente, percebi que tinha de pegar alguma coisa desse bombardeamento eletrônico que estava lá fora. Senão, estaria no tempo da vovó. Tenho de oferecer algo que leve o espectador a outra dimensão do teatro. Não dá mais para ser naturalista nem realista. Tem de fugir do cânone”, avalia. Onde é que está o bombardeamento eletrônico em sua peça, Antunes? Em que momento? Só quero que o senhor cite um momentozinho. Porque a peça que eu vi, me desculpe aproveitar a sua piada, era a do tempo da vovó. Não entro nem no mérito do teu teatro, do teu método, nada disso. A questão é outra. A questão é que o senhor não ofereceu outra dimensão do teatro. A questão é que o senhor não fugiu do cânone. Foi propaganda enganosa geral. Para quem ficou conhecido por encenações de marcação rigorosa e formalismo agudo, a afirmação soa como uma alforria. “Estou cada vez mais aberto, em busca do imprevisível. Aquilo que sei em termos de teatro é muito miserável.” Não sei se aquilo que o senhor sabe em termos de teatro possa ser classificado como ‘miserável’ – nossa, Antunes, acho o senhor daria prum bom crítico… um criticozão de teatro, quanto adjetivo! – mas o que eu sei é que em Falecida Vapt Vupt não tinha nada de imprevisível – eu juro ao senhor que em vários momentos esperei a explosão; esperei as cenas se sobreporem umas às outras; aguardei o eletrônico estourar; desejei os personagens figurantes interferirem na cena; estava tudo lá, à beira do imprevisível, mas o que se viu foram os ‘mesmos tristes périplos‘, o mesmo ‘teatro miserável’. Mas devagar com o andor. O fascínio de Antunes pela videoarte não deve se traduzir tão cedo no uso de projeções ou pirotecnias multimídia em cena. “Não é assim! Faça teatro com as armas dele. É muito mais ousado e essencial. O negócio é tomar emprestados os impulsos, os neurônios das outras artes que estão no ar.” Ok, senhor ousado e essencial. Ah tá tudo explicado! A ruptura foi interna? Então, sua ousadia e essência são internas. Então, é melhor filmar uma endoscopia e exibir em cena, né? O aproveitamento da vídeoarte, interno. O lance foi ação interna, arquitetura em movimento e coisas que estão dentro dos atores. Será que o pessoal do PROCON manja disso? Como ele fez em “Foi Carmen” (2005/08), seu espetáculo anterior, um “poema teatral” construído a partir do imaginário associado a Carmen Miranda –e que também resultava numa ode ao dançarino japonês Kazuo Ohno. “A Falecida Vapt-Vupt” é o antípoda de “Foi Carmen”. Ali, tratava-se de um tempo oriental, estático, cheio de vãos de silêncio. Agora, é um tempo avassalador, do consumismo, da sociedade do espetáculo. Este é yang, aquele era yin.” Oi? DJ Antunes sabe o que quer com suas picapes. Ok, Antunes. Só pra terminar nosso papo. O senhor, tá ligado no Código de Defesa do Consumidor? No Capítulo V “Das Práticas Comerciais”, na seção III “Da publicidade” o artigo 37 é bem claro e diz: “É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”. Vê só o que diz o inciso primeiro: “É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços”. 6 mesas de figurantes enfeitando a cena
Escrito por Sated Maranhão às 17h47
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O BANQUETE EM CURTA TEMPORADA A PARTIR DE 11 DE JULHO
05/07/2009
O BANQUETE de Platão Sócrates e Zé Celso
CURTA TEMPORADA A PARTIR DE 11 DE JULHO DE 2009
de 11 de julho a 16 de agosto sábados 21:00h domingos 19:00h
tempo estimado de duração: 3 horas
ingresso : R$40,00 inteira R$20,00 meia
com direito aos comes do Banquete
o vinho custa R$5,00 e é comprado com antecedência na bilheteria
Os ingressos estão a venda na Casa de Produção do Teatro Oficina
tratar com Vanessa Tomaz nos tels. 11 31040678 / 31065300
Escrito por Sated Maranhão às 17h42
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do blog do Ivam Cabral - terrasdecabral.zip.net
- A SÃO PAULO ESCOLA DE TEATRO é um projeto do governo do estado de são paulo. na verdade, uma ideia do nosso governador, @joseserra_
- funcionará, num primeiro momento, no prédio das oficinas culturais mazzaropi.a sede definitiva será, a partir do ano q vem,na pça roosevelt.
- a SP ESCOLA DE TEATRO vai atender 1.200 alunos, em 8 diferentes cursos, além de oficinas livres.
- interpretação, direção, humor, dramaturgia, cenário e figurinos, técnicas de palco, iluminação e sonoplastia serão os cursos oferecidos.
- a SP ESCOLA DE TEATRO será a grande escola de teatro do brasil!
- será uma escola técnica e estamos fazendo parcerias. o objetivo é q os alunos saiam da escola direto pro mercado de trabalho.
- a SP ESCOLA DE TEATRO terá a maior biblioteca virtual de teatro do brasil.
- estou pensando em encarar um trabalho solo. já tenho uma ideia. se tudo correr bem, começo a trabalhar no projeto nos próximos dias.
- pensando agora na trilha de SAFO: beth gibbons, amália rodrigues, caroline clement, vanessa bumagny, sarah vaughan...
- a SP ESCOLA DE TEATRO no twitter: @escoladeteatro
Escrito por Sated Maranhão às 11h38
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SESC Maranhão apresenta: PROJETO DRAMATURGIA Leituras em Cena (II ETAPA) OFICINA "O ATOR DRAMATURGO DO SÉCULO XXI E METODO SIMPLES PARA TEATRO CONTEMPORANEO", com o Dir. Teatral Cesar Almeida/PR DIAS: 15 a 17 de agosto de 2009. HORÁRIO: 14h às 18h LOCAL: Auditório do SESC Deodoro - Centro INSCRIÇÕES: 01 a 09 de agosto LOCAL: Central de Atendimento do SESC Deodoro (em horário comercial) Obs.: um currículo artístico deverá ser apresentado no ato da inscrição, qUe será confirmada após avaliação (via e-mail ou telefone) GRATUÍTO! Informações: 3216 3852/3812
Escrito por Sated Maranhão às 17h22
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